O Sonho do Poeta
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Sonhou que o mundo era Um grande jardim em flor; Não hávia o desamor Nem rancor, nem vaidade. E lhes juro foi verdade Grande foi sua alegria, Ao ver que ao menos um dia Houve paz na humanidade.
Sonhou que em vez de armas, Semeando a destruição O homem tinha na mão Um punhado de sementes. Que ele lançava contente No solo p'ra germinar, A planta que iria matar A fome de tanta gente...
Ele sonhou que lá no campo O homem era fixado, Viu um rebanho de gado Cruzando um corredor; Sonhou que o plantador Tinha terras para plantar, Sem ninguém para aliciar O fruto do seu suor.
Ele sonhou que na cidade Cada homem era um irmão, Não havia poluição Assaltos ou correria, E nas escolas ele via O futuro se formando, Viu as crianças brincando Contagiantes de alegria!
Ele sonhou com muitas praças Onde pássaros cantavam; E os transeuntes que passavam Pelos que estavam sentados, Por vezes eram saudados E tratados como gente, Não eram meninos carentes E nem homens revoltados...
Que sonho bonito o seu Até nem queria acordar, Pois viu homens se abraçar (em) Sem preconceito ou vaidade, Viu o campo e a cidade Unidos na mesma luta; Não viu guerra nem disputa Nem risos de falsidade!
Não viu ninguém protestando E nem de fome morrendo; Viu o seu pago crescendo Com garra e dedicação, Não viu guerra entre irmãos Pela sede de poder Viu a criança crescer, Com amor no coração.
E finalmente, sonhou Com todo mundo contente Sonhou que aquela gente Tinha aprendido afinal, Plantar o bem, não o mal Como Deus nos ensinou, Foi o que o poeta sonhou Numa noite de Natal!...