O Tesouro da Salamanca
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(Para uma prenda)
Formosa princesa ibérica Enfeitiçada dos mouros, Veio guardar os tesouros De todas as formas da vida, E no Cerro do Jarau Fez o seu ninho-prisão, Onde a alma dum sacristão Rondava a gruta escondida.
Um dia o Gaúcho Brau Penetrou naquela furna E foi buscar a fortuna Que a princesa não quis dar. Mas a lição que se aprende Nesta lenda tão bonita, É que a sorte só é bendita Prá quem é forte e lutar!
A moeda que o Santão Deu ao Blau de recompensa, Era por certo a sentença Doa que querem mais que o mundo. E essa Mulher-lagartixa, Que fanatizava o vivente, Não era mais do que a semente Que tem segredos no fundo.
E foi renegado a riqueza Que o gaúcho concluiu Ao ver que o cerro se abriu Frutificando a existância, Que o tesouro da Salamanca Era toda essa grandeza Que ostentava a natureza Deste Rio Grande-Querência