Os Primeiros Versos de Amor à Terra
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Olhe! Olhe para mim não como se eu fosse um malmequer ou uma mulher, que bem te quer... ... e inspira o poeta e o cantor!
Olhe para mim, como se você ainda fosse criança e tivesse essa esperança, que envolve minha mente e minha alma em flor!...
Porque no meu interior, sob esse vestido simples, que já não é de chita, há um coração de mulher bonita!
E pouco importa a minha descendência (se européia, castelhana ou guarani). O importante é que nas minhas veias, corre um sangue de liberdade... É o sangue do sangue, que vem de ti... E traz em si um ideal de paz e o mesmo anseio de felicidade.
Sim... O ideal é o mesmo! SE o tempo é outro, o problema é do tempo... E dos relógios de areia, que parecem cansados de ver o tempo passar. Eu... eu não me canso dessa vida devagar! Aliás, eu recém entrei no palco da vida, e mal sei ler, escrever... e falar...
Mas sei decorar e expressar, num poema todo o amor pela minha Terra... e me fiz flor das mais velhas raízes das cicatrizes de guerra.
Eu sei que não sou Anita, a Cabo Toco, Ana Terra ou Bibiana Cambará. Por isso não me olhem como se eu fosse uma heroína...Mas olhe pra mim como se eu fosse uma pequena flor, a mais simples flor campeira! ...Que traz em si a essência da querência e a consciência de que o tempo há de me tornar mulher!
Mulher simples! Porque as coisas mais simples são as mais belas! E que as estrelas mais brilhantes são aquelas que estão além do nosso olhar, numa aquarela que ninguém pode comprar.
É assim que eu quero ser quando crescer: uma mulher simples! Capaz de sonhar e, de lançar na terra uma semente de sonho! Porque a terra é fértil... Porque traz em si a força da fé e o mistério da criação. Capaz de transformar uma semente num poema de amor a terra... ... que é terapia para o corpo... ... energia para o coração... ... e pão para a alma de quem é livre e ama profundamente esse chão.