Pataquadas de Guri
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Das pataquadas dos meus tempos de guri eu nunca mais esqueci as carreiras a cavalo. Com o pretexto de visitar meu padrinho, me largava bem cedinho, logo ao cantar do galo.
Ia pescar, numa barranca do rio, dia de calor ou frio, de sol ou de vento Norte. Eu não ligava, se era inverno ou verão, se era chuva ou tempo bom até arriscava a morte.
Mas de repente o tempo ficava feio, minha mãe vinha de reio, me buscar atrotezito. Mas não ligava, se eu andasse acompanhado, mas eu era acostumado, a andar sempre solito.
De certa feita o destino era marcado, e eu fiquei todo riscado, num dia de São João. Pois vou contar, por que foi que eu apanhei, foi só porque eu encerrei um pinto dentro do fogão.
Mas minha gente, eu vou contar a vocês qual foi a última vez que eu andei apanhando. Foi uma surra, da minha progenitora, que me bateu com a vassoura, porque me pegou fumando.
Graças a Deus, hoje não fumo e não bebo e a todo instante percebo, o quanto fui beneficiado. Tenho saúde, mas a surra eu não esqueço e a minha mãe agradeço, por ela ter me surrado!