Alma em Verso
Poesia

Porão do Galpão

Otávio Reichert

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Eu, quando pequeno, me achava valente. Corria com os bichos, fugia de gente!

Tem gente malvada, diziam meus pais. Tem bicho maleva, não corra de atrás!

A infância é pequena, nem sempre é bonita. Num susto, de medo, por vez nem se grita!

Na sombra, num canto, feito assombração, morava a raposa. Porão do galpão!

O ronco do bicho ficou na memória. O medo e coragem são partes da história.