Pago vazio
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Quando inauguro meu mate na madrugada uma revolta escondida libera as asas. Há fardos muito pesados em toda a estrada. A liberdade é uma pomba quase cansada. O meu pago anda sofrido, muito vazio, quem rumou para a cidade quase sumiu, ia atrás de alguma luz quando partiu. A saudade deixa brumas molhando o rio. Não se abrem mais janelas neste rincão, não se abrem mais escolas na escuridão. Libertadas das gaiolas as aves vão. Mais vale um pássaro voando que dois na mão. A palavra só não basta sem ação, muita coragem foi gasta na contramão. É preciso um passarinho no coração. Uma andorinha só, se tem coragem, faz um verão.