Paisagens Perdidas
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A tarde recolhe o manto, carqueja e caraguatá; na corticeira um sabiá floreia o último canto! Alargando o gargarejo, da sanga que se desmancha, há um eco pedindo cancha no primitivo falquejo!
A lua nasce num beijo, prateando o lombo do cerro e um grilo acorda um cincerro, do meu retiro de andejo!
Paisagens de campo e alma perdidas no vem e vai, soluços do Uruguai que bebe lua e se acalma: a noite passa à mão salva, com ela vem a saudade, olfateando a claridade das brasas da Estrela D‘Alva!
Nascem rugas no semblante, paisagens da natureza que a força da correnteza não pode levar por diante; então exige que eu cante quando me encontro desperto, mas sempre que chego perto meu sonho está mais distante!
Paisagens de sombra e luz, como é que pude perdê-las? Ficaram as 5 estrelas fazendo o “ sinal da cruz “ !