Pampa
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Nos verdes campos sulinos Sou prenda, botão de flor Essência pura do amor Que verteu na terra santa Sou a índia que se levanta Clamando por igualdade Unindo campo e cidade Trago a cultura de um povo Injetando sangue novo Num canto de liberdade.
Nessa terra missioneira Brotei num grito de fé Onde a lança de sepé Estremeceu com entono Mostrando que tinha dono Essa pampa-realeza No berço da natureza Na calidez das aguadas Essa prenda entusiasmada Bebe cultura e beleza.
Quando a Bandeira do pampa Tremula na voz do vento Elevo meu pensamento Ao pai-maior do infinito Esse Rio Grande bendito Com luzeiros nas planuras Redesenhando molduras No elo da tradição Semeando versos no chão Beijando a cruz missioneira Bebendo a seiva campeira Num porongo-chimarrão.