A Margem de Lá do Aqueronte
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As margens do Aqueronte nunca foram irmãs gêmeas porque também somos únicos na multidão ante o todo. Possuem ancoradouros que só Caronte os conhece... A margem que ninguém busca, mas que todos vão chegar está além desta bruma, destas águas de lamento diferente da de cá que é umbral dos terrenos. É mentira que é o inferno indistinto para todos. Pode ser para os que pensam que precisam de tesouros para comprar seus fortúnios e pagar sua travessia Os cânticos lá são preces em poemas e metáforas que energizam o ambiente em eterna mutação, os silêncios, melodias e os praguejares, trovões ... Na verdade é construída pelo próprio pensamento energias emanadas que além se materializam É a eterna morada de onde se sai e se volta. Existem campo aos campeiros com largas pampas, planaltos, montanhas aos montanheiros, serranias aos serranos mares para os litorâneos e desertos aos beduínos... Hay outras cores tão lindas que aqui jamais se vislumbra. Só vê quem cruza penumbra sem temer a travessia. É vida, um novo dia, depois de agouros noturnos. Existem vazios e breus como tudo em toda a vida. Há os que vagam perdidos, afogados no egoísmo. Há os vestidos de luz, construídos de perdões... Há os com brilho feroz que zombam do mal e a dor, se aproveitam da fraqueza, sugando a seiva vital e os de olhares sereno com amor e compaixão. Existem mãos que amparam aos que chegam fraquejando e jujos de todo o tipo para as cura mais cruentas. As margens do Aqueronte são muitas e são distintas.