Por Ser Um Balde de Poço
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que anda rangindo corda, tenho sonho que transborda rumo à água em alvoroço. Neste balanço de moço, descoberto e inseguro, não sei em que me penduro, se sou mesmo água limpa. Vou ao fundo e volto à grimpa. Fico entre claro e escuro.
Ás vezes subo e desço, me batendo na parede, amargando a própria sede talvez por pagar o preço do que não sei se mereço, no entanto creio que aturo. Me bato no bocal duro ou mergulho no macio. Por não ter nascido rio Fico entre claro e escuro.
Sem regar o meu destino num castelo sem janela, obedeço a manivela por um braço de menino. Quando estou em desatino, o silêncio desconjuro, mas às vezes o procuro para quebrar-lhe um pedaço. Se no espelho me refaço, Fico entre claro e escuro.
Mais que o seco e o molhado dos cafundós do meu pampa, não quero emborcar na tampa de algum poço abandonado, tampouco ser transformado em vaso atrás de algum muro. Num vai e vem sem futuro, prefiro o topo e o fundo. Já que não posso ir ao mundo, Fico entre claro e escuro.