Porto Solidão
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Há uma outra verdade sob as parcas luzes do porto que abriga levas de gente... O mar abraça a cidade levando no sal da saudade uma quietude aparente.
No braço os estivadores carregam e descarregam a rotina centenária. E as grandes embarcações na visão imaginária vão engolindo amplidões.
E abarcando viventes vez por outra Ele chora bem onde o rio beija o mar, levando a mágoa dos crentes pois a inconstância apavora a sina de ir e voltar.
E em busca do lugar certo vou entoando meus versos sobre as ondas a vagar. As velas do vento sussurram e rumo ao porto empurram os anseios de chegar.
Pois Ele é o lugar seguro para ancorar estas rimas que pranteiam à luz do luar.