Quadro de Intempéries Humanas
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Quando me escoro na roda de mate, Com alguns gaúchos de agora, Vou cismando, um triste arremate, Das lidas e dos costumes de outrora.
Vislumbro um atavismo sonoro, Que brota nos jovens afinal. A influência, do modismo do povo, Mudou o galpão, evoluindo o original.
Pra trás vai ficando a vida no campo, Silenciou a canga, o paiol e o pilão. O trator estropiou a cor do pampa, Virando a terra e o verde do chão.
Não precisa mais do laço para as lidas, As colheitas cabem na cova da mão. Onde o quadro intempérie marca a vida, É a raça humana entrando em ação.
Por mais que a luta da natureza resista, Sempre existem idéias contrárias pela frente. Quando perder de vista matos e aguadas, É que vão se preocupar com o rumo do poente!
Quero fazer ao mundo um grande alarde, Não vou deixar os costumes chegar ao fim. Pra quem ama a querência nunca é tarde, Pra fazer essa gente ouvir os ecos de mim!
Projeto: “Memória Viva do Galpão”, CD temático ao galpão com poemas gaúchos infantis interpretados por crianças.