Alma em Verso
Poesia

Semente da tradicao

José Ramão de Freitas Saratt

Publicado em

Eu não conto de peleia E se não sabes quem somos porque não sou peleador porque não nos dá tenência? Sou humilde payador Vens conhecer a experiência e ensino o que aprendi da velha raça caudilha. Tranço o sovéu pro guri A coragem dos Farroupilhas palanquear a inteligência lê a história, vê as datas, e amar esta querência se foram lenços ou gravatas o Rio Grande onde nasci. que ruflaram nas cochilhas.

Eu digo como se monta Sou grosso e tenho apeguismo no lombo da história. pela querência primária tropiei fatos e glória a charla, a indumentária do gaúcho imortal do xucro Tebas de antanho. Que no lombo do bagual Que abriu o primeiro lanho a manotaço e a tapa nas dobras verdes dos montes riscou na flamura, o mapa varrendo os horizontes do nosso Rio Grande atual. no encalço dos rebanhos.

Riscado a ponta de lança, Portanto, querido jovem, a prova de valentia inteligente e altivo. a forma de um coração levas por diante o rincão. que o rude filho do “chão” Toma firme, em tua mão em dia santo e domingo com teu punho bem seguro. marcou a casco de pingo Leva e planta do futuro as divisas do nosso Rincão. a “Semente da tradição”.

Porque chamas de grosso? O xirú, venta-rasgada, que nasceu na madrugada em alguma tenda campeira. Foi o guarda da fronteira aqui no Sul do Brasil, fez a lança, de fuzil e do peito largo, a trincheira.