Senhora
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Vejo uma pobre senhora vagando a beira da estrada no asfalto ou na calada mostrando a desproteção. Vivendo na mendicânçia guardando com lembrança o riso de uma criança dentro do meu coração.
Quantas vezes em seus braços embalaste teu filhinho. Cheia de amor e carinho, vê-lo crescer, que alegria. E lutando noite e dia pra dar-lhe a felicidade. O teu filho foi crescendo e tu perdendo a mocidade.
E a razão da tua vida foi tomando outro caminho. Pois cresceu oi teu filhinho e tu ficaste sozinha. Gastaste tudo o que tinha pelo teu filho adorado agora que tu precisas já não está ao teu lado.
Com o passar dos anos ele, porém cresceu. De tudo o que ela sofreu passando noites de sono pra hoje neste abandono findar os seus dias, senhora, e dói aqui no meu peito o pranto que você chora.
Hoje, o peso dos anos marcando seu rosto triste. Saudade é tudo que existe do tempo que foi amada, do lar onde foi rainha, mãe, amiga dedicada. Agora, os braços vazios e a alma tão machucada.
Quando vê uma criança segue-a, com o olhar tristonho fica revendo em seu sonho seu próprio filho brincando por ela sempre chamando Mamãe, mamãezinha querida. Voltando a realidade na solidão esquecida.
Ao fitar este teu rosto que é o espelho do futuro tão incerto e inseguro ninguém pra pensar nem tentam te ajudar nesse teu sofrer profundo deste amor a vida inteira ficou tão só no mundo.
Pra mim sempre serás mãe. Bela, jovem ou bem velhinha. Tu sempre serás a rainha aqui no meu coração dói ver teu sofrimento sei que dormes ao relento tão só com teu pensamento no meio da multidão.
Vamos amar nossas mães que nos deram a juventude. Gastando força e saúde só para nos ver contentes nos amamos docemente ensinando o bom caminho merecem de teus filhinhos ganhar o céu de presente.