Alma em Verso
Poesia

Avô Campeiro

Ubirajara Raffo Constant

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Bigode branco retorcido e largo Amarelado de palheiro e tempo De ti lembro, meu avô campeiro, Cerne angiqueiro grudado a raiz; De rusilhonas, esporas lavradas, Dois panos largos de bombacha griz.

Quando encilhavas, bem quebrado o cacho, Se atiçava meu olhar guri; E chuleando à tua estampa A própria pampa eu enxergava em ti.

E o teu mouro, que ao bancar das rédeas Ao teu entono se quedava igual, Abaralhando aos floreios da coscoja Me parecia ter o freio musical.

Avô camapeiro dos conselhos buenos, Do meu petiço e do meu pão de mel... Para mim tu fostes, meu avô campeiro, Mescla de rei e de Papai Noel.