Um Canto Para o Pajador
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Teu canto, Jaime, pro Pago - como tambores ao vento – é templa de índio vago que eternizaste no tempo. É verso xucro brotando que nem semente na terra, de sul a norte germinando levando paz onde há guerra. É o açoite do minuano de manhã, levantando geada que pelo chão campechano anda pintando a madrugada. É cheiro de terra molhada rescendendo na lonjura, é a mesma terra lavrada descortinando a planura.... É gato se enrodilhando na quentura do brasedo, quando a noite vem cinchar o poncho sobre o arvoredo. É a junta da carreta rangendo em carga pesada, gemendo a sina andarenga na quietude da madrugada. Teu canto, Jaime... É o verbo que aprisiona a rima que brota ao largo. É o som da velha cordiona parceira do mate-amargo. É seiva de encantos mil que em contraponto a boeira reponta a noite campeira - num timbre de alma missioneira pelo sul do meu BRASIL !!!