Alma em Verso
Poesia

Um Dia de Natal

João Carlos Fontoura

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Ah, meu deus quantos presentes Junto a “arve” de natal Quantos filhos, afinal, Hoje tem papai noel? Mas, a vida é uma roleta É uma corrida de estafeta Todos cumprem o seu papel.

A missão que tem o homem É ser bis, ser estribilho, Transmitir para os seus filhos A alegria do natal ... Festejar, também o dia Que nasceu numa estrebaria Nosso cristo universal.

Mas, o vento desta noite A ventar, geme nas portas À lembrar pessoas mortas Que já foram os meus noéis Que hoje, é a dura realidade Viver a única saudade Destes versos tão cruéis

O natal também é triste Para muitos corações Quando vem as recordações Felizes de outros natais Quando gente era criança E no presépio da esperança Sem saber, sonhou demais.

Amanhã, quando os meus filhos Festejarem ao cristo homem Lembrarão também meu nome Junto a “arve’ de natal E, algum deles, mais sentida Sentira a dor comovida De uma lágrima imortal.

Certamente que algum dia Como eu, que choro agora Contarão a mesma história Com amargor deste relato Que o noel é fantasia E o papai a imagem fria Branca e preta de um retrato.