Um Peão de Outro Oriente
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De onde vens meu parceiro?
Três vezes peço permísso venho pronto pra o serviço neste fraterno rodeio... Sou peão de outro oriente pago e galpão imponente com São João por padroeiro...
É um galpão justo e perefeito mas nele só é aceito quem campeia por seu lume, há dois moirões na entrada e a porta é escancarada se é livre e de bons costumes...
Pois boeno, mas o que trazes?
Na garupa da verdade trago em segredo uma mala, transbordando de amizade muita paz e prosperidade aos tauras da mesma iguala...
Nossa consciência é liberta e é a mesma a nossa missão, mesmo nível e mesmo prumo pra irmos retos no rumo dos lumes da perfeição...
Mas é só isso que trazes? O patrão lá de onde eu venho lhes estende três abraços, pra que não perca o compasso no tranco da união... Na sublime campereada se existe boa peonada por certo há um bom patrão... Mas o que fazem por lá?
Erguemos galpões mui fortes pra arranchar a virtude, na mais gloriosa inquietude dos irmãos do mesmo porte...
Com liberdade e paciência somos iguais lado a lado e os vícios são enterrados nos socavões da querência...
E o que vens fazer nestas bandas?
Vim domar minhas paixões meus orgulhos e defeitos, tomando um mate a preceito no calor de outros fogões...
Pra te falar a verdade meu coração me comanda, estradear por estas bandas a muito eu tinha vontade...
O rumo é a gente quem dá nos orientes da vida vim aprender sobre a lida que aqui, é a mesma de lá...
E o que queres parceiro amigo?
Sou humilde pedra bruta que desbasto todo dia, pra formar uma esquadria na minha rude conduta...
Por isso peço patrão, um lugar nesse galpão pra estender o meu pelego sentindo boeno aconchego pra minha alma de peão...
Se me deres o que peço ao fazer o meu regresso darei gracias pelo afeto, e GLORIA AO GRANDE ARQUITETO PATRÃO MAIOR DO UNIVERSO!