Alma em Verso
Poesia

Vertentes do Meu Rio

Valdorion Klein

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Vergo a terra, verte água cristalina. O sol, de relance, ilumina as folhas ainda molhadas pelo sereno da madrugada, fazendo um leve balanço, marcando o traço d'águas passadas.

o mundo não pára, segue adiante meu rio, pra tentar o desafio de chegar à beira mar, sem ninguém te maltratar. Depois do meu chimarrão, vais cruzar o meu chão e já não posso te cuidar.

Espelhe, meu rio, as mentes dos homens, que aos poucos te consomem. Faça brotar uma nova consciência, pois o fim de tua existência, no campo ou na cidade, é o fim da humanidade, que nega a tua importância.

Teus ideais libertários, lavam os campos lendários, vencendo as margens que o reprimem. E os homens que se eximem de respeitar tua natureza, teus encantos e tua riqueza e na ganância se comprimem.

Por fim, prometo, meu rio, preservar as tuas matas, tuas curvas, tuas cascatas. E só faço um pedido, meu rio: não deixes teu leito vazio, tenha sempre água pra gente, também irrigue a semente de um orgânico Brasil.