Quero-Quero
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Que é que tu queres, quero-quero? Implico Com teu grito, que aos tímidos maneia, Pois vêem fantasmas de que o pampa é rico, Quando tu gritas numa noite feia.
Aborrecido, quando te ouço, fico, E uma grande saudade me esporeia, Porque dizem que gemem no teu bico Os gaúchos que morreram na peleia.
És a ronda do pampa com teu bando... A noite tôda passas denunciando Cruzada de viajante ou de índio vago.
E os mistérios das lendas entropilhas, Quando gritas na dobra das coxilhas, Sentinela perdida do meu pago.