A cruz sem nome
Gilberto Trindade
Será que sabem os que me vêem aqui corpo ainda teso e braços bem abertos, junto de alguém que nem sei ao certo qual foi o nome que ganhou pra si,
11 poesias
Gilberto Trindade
Será que sabem os que me vêem aqui corpo ainda teso e braços bem abertos, junto de alguém que nem sei ao certo qual foi o nome que ganhou pra si,
Gilberto Trindade
Parti um dia como tantos partem com a mala cheia de ilusões faceiras, alcei a perna e cruzei a porteira do simples ninho em que fui criado...
Gilberto Trindade
Vive de encilhar baguais sofrenando os seus anseios, e no ranger dos arreios tropeia ilusões reiúnas
Gilberto Trindade
A tarde já se entregava No comércio dos Fagundes, Há muito a carreira grande Tinha cumprido a função,
Gilberto Trindade
Já viu a luz como guacho Por deserdado da sorte… Depois de enganar a morte Pegou entono ligeiro…
Gilberto Trindade
Versos são letras com asas que voam junto com o vento, e chegam servindo de alento pra solidão junto as casas…
Gilberto Trindade
O tempo desperta sonhos Libertando a voz dos galos, Rebrota o matiz do dia E o campo expõe suas artes...
Gilberto Trindade
É um trovão no descampado e uma carga farroupilha É o pampa de braço erguido derrubando o alambrado
Gilberto Trindade
Do fértil ventre da pampa em meio a rude paisagem, sobre o pastiçal selvagem brotou pra vida o gaúcho.
Gilberto Trindade
O galo canta no pago, evocando rebeldias… E o seu canto é como açoite tocando as trevas da noite,
Gilberto Trindade
Firmo o olhar no poente por sobre o touso do mouro vejo o sol tingir de ouro os remansos do Ibicuí,