10 – Silêncio - Henrique Fernandes
Henrique Fernandes
A prudência do silêncio guarda o valor da palavra... ...palavra- trança redonda que dá mais fina lonca
15º Bivaque da Poesia Gáucha13 poesias
Henrique Fernandes
A prudência do silêncio guarda o valor da palavra... ...palavra- trança redonda que dá mais fina lonca
15º Bivaque da Poesia GáuchaHenrique Fernandes
Vou além do que vejo, e muito além do que alcanço. Mas complacente emolduro uma apologia de campo Por onde busco razões de me fazer refletir. Com essa singularidade, enfreno em boa lua
II Sinos do Verso GaúchoHenrique Fernandes
Encarcerei a palavra Intimizando os lamentos Que em meu peito se acomodam. Busquei na face da Cruz
Henrique Fernandes
"Cordeonita" bem querer De saudosa ressonância, Guarda ecos das distâncias Com feição de alma antiga.
19º Bivaque da Poesia GaúchaHenrique Fernandes
Pra quem os olha sem tempo, vê que o tempo ali parou. Pra quem os vê com brandura... ...vê que o tempo nas molduras
V Esteio da Poesia GaúchaHenrique Fernandes
Fulgura a luz flamejante em oscilantes lampejos na vertical amarela sobre o altar do silêncio... Rosário de pensamentos
Henrique Fernandes
Em quatro pontos cardeais, onde o sul se enraíza na terra... ...o norte aponta pro céu, tal um braço que se estende
VII Esteio da Poesia GaúchaHenrique Fernandes
Morri antes de mim... ...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias... Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque. -arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Henrique Fernandes
Vi meus pais ficarem velhos... Meus avós virarem quadros... ...meus bisavós tornarem-se lenda, e meus filhos homens feitos...
Henrique Fernandes
Luz amarela Que enfeita a janela De um quarto de ronda Luz flamejante
Henrique Fernandes
É a arte contemplada na solidez da palavra... ...é a solidão habitada pelo silêncio, e mais nada.
Henrique Fernandes
Quando apeia a primavera pintando cores nas ladeiras, perfumando os corredores e aguçando o cio das potras...
16º Bivaque da Poesia GaúchaHenrique Fernandes
Hoje, logo cedo… antes mesmo do dia clarear, um beija-flor madrugueiro se achegou em meu ranchito
VIII Esteio da Poesia Gaúcha