100 Versos Para o Teu Sorriso
Vaine Darde
Moça do sorriso claro como aurora de setembro, de outro riso, não me lembro, luzindo em matizes raros
V Querência da Poesia Xicra30 poesias
Vaine Darde
Moça do sorriso claro como aurora de setembro, de outro riso, não me lembro, luzindo em matizes raros
V Querência da Poesia XicraVaine Darde
E agora, o que é que eu faço Com tua ausência na casa Rondando a minha saudade E agosto pedindo lenha
II Sinos do Verso GaúchoVaine Darde
Se a torre Eifel tombar num terremoto em Paris ou os sertões dos brasis se transformarem em mar.
I Sinos do Verso GaúchoVaine Darde
Não, não invejo os pássaros... Pois só tem asas quem não tem mãos. E foi pela vocação das mãos Que construímos caravelas,
9º Bivaque da Poesia GáuchaVaine Darde
Não se faz um payador Com meia dúzias de versos E pensamentos dispersos Rimando flor com amor.
Vaine Darde
( I ) Minha mãe me via louco por dizer que a lua era bacia d'água de luz.
Vaine Darde
A tarde cai mais cedo no horizonte porque sabe que te vais... As estrelas vestirão ponchos de nuvens Esta noite
Vaine Darde
A chuva se derrama desde o cerro e a noite trás acordes de cincerros nas lágrimas da quincha sobre o balde... Ah, que triste a cantiga da goteira
Vaine Darde
No campo não tem guri de rua. Não, porque o campo não tenha rua, mas porque, no campo, todo guri, por mais humilde que seja,
Vaine Darde
Um moço de fina estampa, Dom Quixote de la Pama Lá das bandas do Imbaá, Passava a noite no campo
Vaine Darde
Louca? Por que será que sou louca? Será porque ando lendo Tantas sílabas de lua
Vaine Darde
Eles me interditaram... Afastaram-me das domas, Não me deixam usar adaga, Nem, sequer, cuidar do fogo...
Vaine Darde
Por mais que tenha estrelas nos meus versos e rosas deixem neles primaveras, que vista meus sonetos de quimeras expondo-me nas rimas pelo inverso;
Vaine Darde
Eu não sabia que te amava tanto, Pois, na campanha, quando um homem sonha, Tem pouco tempo pra cuidar do campo. Depois, tu sempre foste tão presente
Vaine Darde
Minha poesia não tem brilho De prata ou de cristal. Não tem a pulsação dos sinos Nem a vibração das taças...
Vaine Darde
O dia se foi mais cedo E a noite chegou na tarde. Sem pôr-do-sol, na campanha, Apenas escureceu...
Vaine Darde
Eu sou a mulher gaúcha, Não o molde fabricado Pelos “donos da cultura” Aprendi aprisionada
Vaine Darde
Sinto-me triste a mirar os trastes sob o desastre que o destino impôs... Sorvendo a ausência que prolonga o mate; sendo a metade do que já foi dois...
Vaine Darde
Era para ser apenas um concerto. Um pianista e a platéia. Mas, Como se fora um deus da música impôs sua presença com acordes celestiais...
Vaine Darde
Velho, sem retovos, genuíno na retina dos espelhos.
Vaine Darde
Eu transito pelo verso Com metáforas de campo, Lampejos de pirilampos Nos vocábulos impressos.
Vaine Darde
Índia da pele morena bronzeada de sol e lua, tens a beleza chirua que encanta, mas envenena...
Vaine Darde
Procurando minha história Andei rastreando memórias Por onde a história passou E, dentro de um baú,
Vaine Darde
O que se passa afinal? será estou invisível ou vocês são meu delírio? Será que ninguém me vê