Alma em Verso
Poesia

4. Os Primeiros Ventos

Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

I Sinos do Verso GaúchoPublicado em

Os primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel... Dando movimento para as sangas rasas, Onde os anjos puros se banhavam nus.

E estes ventos leves em tons de aquarela Foram desenhando nesta tela, mundo, Um clarão profundo... Esplendor de luz!

E nasceu a vida! Do amor sublime entre Deus e o nada...

Com o seu encanto, viu que a Natureza, Plena de belezas, era o par perfeito Para o criador... E enfeitou de flor sua esposa amada!

E nasceram filhos... Sol e Tempo... Ciência e Verdade... Pelo arco íris, o caminho oculto De onde nasce o vulto da humanidade.

Deus admirado contemplava a bela, Altiva e serena... Doce criação.

Até que um dia o sonho foi manchado... Alguém foi tentado e perdeu a razão. Foi neste momento que nasceu a morte! Essa estranha sorte sem explicação. Em suas garras toscas os piores cortes Retalhando fortes cada coração.

Os primeiros ventos deram volta ao mundo. E neste segundo trouxeram de longe, Águas que lavaram essa tela antiga; Pra tentar de novo, pintar outro quadro... Outro acabamento para a mesma vida.

Nascem outros homens, Nascem outros sonhos E um dia seus olhos brilharão em paz!

E os primeiros ventos virão novamente, Soprando seus sonhos, jogando sementes Entre o eternamente e o nunca mais.

Para neste espaço plantar esperança Os primeiros ventos vencem a distância Muito além dos muros de uma dimensão.

Onde a dor termina e o amor começa, Floresce a certeza: Nada foi em vão!

Pois mesmo que o plano já não seja o mesmo... Existindo a esmo muitos sonhos tortos, Pensamentos soltos e canções de adeus... Mesmo que os silêncios de antes dos tempos Ressuscitem sombras, espalhando o breu. Nada poderá destruir a magia, Na poesia viva da inspiração de Deus!

Então me pergunto se esses pensadores, Sábios e doutores saberão dizer... Porque nós achamos que a vida acaba, Se ela se renova a cada amanhecer?

A resposta é simples...

A fragilidade sobrevive aos tempos E nos faz pequenos... Pobres... Assustados... Tolos conformados em “ter” que morrer.

Quando na verdade bastaria apenas, Uma alma plena de eternidade...

E os primeiros ventos para renascer!

Crédito da fonte: Bianca Bergman e Carlos Omar