A Mão que Semeava
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A mesma mão que semeava Forjou um progresso de mágoas, lavrou o verde dos campos Degradou a pureza das águas.
Tosqueou as copas das matas Aniquilou a liberdade das asas, Mudou o rumo dos ventos Encarcerou pássaros nas casas.
Aquela mão que colhia Plantou a luz nas casas, Colheu maquinas e riqueza.
Desprezou a terra e a semente, Apagou o calor das brasas, E hoje suplica o pão na mesa!