Sextinas ao presente corpo de pó: Eterno futuro
(I) Uma chave enferrujada se perdeu pela trilha do pensamento abstrato, onde o vazio preencheu o passado. Não se acessa o baú da memória, nem o jeito de acenar para alguém que jamais voltou no trem da estação.
O destino apagou tudo na estação... O trem que levou seu amor se perdeu pelas lembranças escondidas de alguém, refém num mundo progressivo, abstrato, conturbado por resgatar na memória, o insucesso de acessar o passado.
A enfermidade apagou o passado, suprimindo a despedida na estação que marcou uma vida na memória. O baú não abre, a chave se perdeu na vastidão do submundo abstrato, guardião das cenas lindas de alguém.
Num mero retrato está esse alguém!... Mas, a mente não reconhece o passado, a foto paira num olhar abstrato, mesmo destino daquela mera estação, na metáfora, que a chave se perdeu pela deterioração da memória.
A curto prazo, se foi à memória, da estância, do chimarrão de alguém... A secreta paixão ardente se perdeu nessas vacilantes agruras do passado, retrocedidas, a cena desta estação, que segredos se escondem ao abstrato.
Sua lembrança é um simples abstrato, derivada de uma ausente memória, refletida no passar de cada estação, onde a morte sempre levou alguém... Já não existem saudades do passado, aquele triste ponto final se perdeu!...
Perdeu por ocaso num rumo abstrato!... Passado se degenerou na memória!... Alguém se apagou com a estação!!! (II) O baú da memória está sem chave, trancafiando a leitura dos livros, o amor dos filhos e daquele que partiu... Pessoas próximas tornaram-se estranhas, o mundo faz suas voltas pelo presente, a esconder o passado do seu futuro.
Uma vida não desprovida de futuro!!! Preso está o conhecimento, sem chave, onde guardou as imagens do seu presente, sem imaginar que já leu tantos livros... Agora, até as letras se parecem estranhas na semelhança da saudade que partiu!...
Toda recordação num galope partiu, com ausências de rastros no futuro, onde o destino vago, a quem estranhas, não entende de baú e nem dessa chave, não entende do sentido de tantos livros, se os textos se afugentam no presente.
A ilusão desacredita o presente!... Igual uma caravela que partiu dos relicários desses antigos livros, à deriva ao inesperado futuro, por entre horizontes vazios, sem chave, para navegar por águas tão estranhas.
A bela senhora, entre luzes estranhas... O destino pairando ao seu presente!... A esperança de encontrar essa chave para acessar o seu passado, se partiu!!! O escritor de luz previu seu futuro, escritas certas, por entre secretos livros.
Agora restaram somente seus livros, onde meras memórias foram estranhas!... O espírito seguiu ao seu futuro, rumo da estação, agora do presente, visando encontrar quem um dia partiu... Um novo trem espera, a alma é chave!!!...
Chave do baú na memória dos livros!... Partiu a esmo, sem incertezas estranhas!!! Presente corpo de pó: ETERNO FUTURO!!!