Alegoria ao Jarau
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Os cerros do Jarau São pirâmides pampeanas Que algum FARÓ divino Aqui no pago plantou.
São cordinheiras andinas Numa versão gauchesca, Com neves da geada-pampa À espera do sol manhã.
Os cerros são atalaias Ecoando a inúbia de guerra Do índio YARO indomável Que pela fúria tombou...
O azul que o cerro vislumbra É o azul-fumaça da tumba De algum CID charrua Que também foi campeador
Os cerros são monumentos Pra MARAGATO E CHIMANGO, Que ao grito do ideal tombaram Defendendo uma opinião.
E o pôr-do-sol colorado Que ao cerro abraça de flanco, É o lenço vermelho e branco No braço de dois irmãos.
Os cerros do JARAU São pirâmides pampeanas, Que algum FARAÓ divino Aqui no pago plantou.
Oh! Furnas que escondem ouro Trazido da SALAMANCA, Guardam a magia branca Do MOURO e PAGÉ xirú.
Noite de luar JARAU De lendas e de beleza. Diante a TEINIAGUÁ princesa O êxtase de ÑEENGUIRU.