Devaneio
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Chininha reponta um sonho na lonjura ensimesmada de mais um domingo igual.
Chininha encomprida os olhos que se confundem - tão verdes! ao verde do pastiçal.
- Por que o peito me buliça? Chininha assim se pergunta quase sabendo a resposta.
Num pedacito de espelho Chininha indaga o destino - Será que o João não me gosta?
Madruga um sorriso esquivo só olhar, no olhar tão verde que se entrefecha ao mormaço.
- Ai, um dia...ai, um dia João me leva - sei pra donde! na garupa do picaço!
Ai, se o pai adivinhasse, ai, meu Deus, se a mãe soubesse do beijo que o João roubou!
Quando estourou a carreira todo mundo olhou pra cancha, menos João...João não olhou.
Chininha sonha acordada mordendo a ponta da trança do lado do coração.
E o laçarote da trança fazendo cosca nos lábios parece a boca do João...