Alma em Verso
Poesia

Cuia

Apparício Silva Rillo

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Cuia morena queimada confeccionada a lo bruto, rude cálice matuto de amarguentas comunhões; na tradição campechana serves o vinho que irmana dono de estância e peões.

Velho utensílio crioulo da utilidade nativa, que misturando saliva no ritual dos chimarrões, estarrece gente estranha que não sabe que a campanha não conhece convenções.

Quando em teu bojo recebes a erva pro chimarrão, e da tua carnação verde o sangue se desata, me entristeço, imaginando, que és um coração sangrando por uma artéria de prata!