Amo e Basta
I Amor! Amor eterno e constante... A vida se inunda dessa aguada; Palavras nunca dizem o bastante... O amor é a seara mais amada!
Amor! Uma palavra tão pequena... Pequeno dicionário, que diz tudo; A rosa do amor floresce, plena E o ódio se destrói e fica mudo!
O amor reza a maior das escrituras, Inscritas pelo punho da ternura, Num couro celestial, que não desgasta.
O amor é o bem maior da natureza... O néctar mais puro da pureza, Por isso, meus amigos, amo e basta!
II Amor não é palavra despejada... Amor é o mais sagrado dos cadernos; Lá d’onde a dor parece quase nada E a sensibilidade diz o eterno!
O amor transita livre pelos campos, Inunda os arrebóis, as alvoradas; A sanga verte amor nos seus encantos, O amor é uma sanga em disparada!
Tropilhas indomáveis, sempre em frente, A água cristalina das vertentes Zombando da maldade, que se afasta.
O fogo desta história incandescente, Que fez a tessitura da minha gente... Por isso, meus patrícios, amo e basta!
III As largas solidões do pampa imenso Refletem no semblante do meu povo; São faces sem inveja, sem retovo, Quebrando o desamor do que é mais denso.
Que Deus acenda lumes e incensos Por sobre as multidões desamorosas; Pra nunca desbotar o céu das rosas, Que brindam e perfumam o que penso.
O amor é o maior dom do coração E quando cada irmão amar o irmão A sina deixará de ser nefasta.
Queimemos solidões e indiferenças... Lastremos no amor as nossas crenças, Por isso, meus amados... Amo e basta!