O Medo, a Coragem e a Alma do Poema
O medo... seduz o bico da pena, e ofusca a luz do poema que... cala por não saber. O medo flagela a fome, assoma a dor que tem nome: ...Inveja terá de ser!
O medo... é lança que não dança, e na mão oprimida balança quando é maior que o sofrer. O medo é tolo e... carrega a velha alcunha que nega: é Covarde e não quer ver!
O medo... é grito no abismo... fundo – oco - do egoísmo, onde surdo irá viver. O medo é fruto da imagem ainda oculta na visagem de que é triste envelhecer!...
Então... Seria o medo a inquietar o coração?... Talvez... inconsciente a afugentar as palavras pra não desnudar a alma no espelho do papel?!...
Mas... quem sabe o som de um grilo, quebrando o vazio do silêncio, de rédeas ao sentimento que do peito se desprende num ímpeto de coragem pra refletir... nova imagem.
A coragem... é sol que brilha no escuro, está no canto mais puro... no simples ato de amar. A coragem é o gesto de ir em frente, semear e estar presente... no germinar, no florir... e no secar.
A coragem... é o recanto da paz, mostra do que o diálogo faz... a quem lhe queira buscar. A coragem é gota de orvalho, que da folha se desprende... para com o vento voar.
A coragem... é o suor de quem trabalha, a esperança da batalha... de lutar pra prosperar. A coragem é o instinto da gente, que mais do que ser valente... sabe o que quer conquistar!
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Por fim... neste mosaico de sons... palavras e tons, o vento abre a cancela no parapeito da rima, e a Lua pinta a obra-prima que o véu da noite ainda oculta...
Sim!... Num clima que só o amor faz, - com acordes de um ponteio da mais sublime guitarra - o sol da Coragem brilha e... seduz o Medo e a pena, e o ciclo recomeça... pra conceber um novo... POEMA!