Bravos Homens
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Quando a lua chega Iluminando a madrugada me lembro das adagas Ensangüentadas de valentia
Valentia de guerreiros Homens bravos,fortes Que lutaram bravamente Por sua querência até a morte
Querência que sempre foi defendida Com muito suor e amor Independente da cor Se tratavam igualmente
Em suas longas viagens Nunca esqueciam da querência Da mulher e dos filhos Que lá deixaram, esperando a sua volta
Volta? Será que vai ter volta? Nunca se sabe Só basta aguardar!
E os gaudérios que a família espera Continuaram lutando campo a fora Tendo vitórias e derrotas Tendo mortes e sobreviventes
E destes sobreviventes Só restaram alguns Que depois da guerra terminada Lutavam agora contra a saudade
Muito longe da querência Estes homens foram voltando Mas só alguns conseguiram Chegar ao lar com sua família
Um destes gaudérios Foi para o seu rancho Esperando a felicidade Mas já era tarde!
Chegando lá viu o rancho vazio A porta aberta cheia de teias Começou a gritar: Meus filhos, minha prenda
Mas sua decepção foi grande Não responderam ao seu chamado Ele entrou dentro do rancho E viu uma carta, do seu filho Que dizia:
Meu pai nós te esperamos Mas tu não chegaste Minha mãe e meu irmão já se foram Agora não posso mais de tanta solidão
O gaudério quando leu a carta Chorou como um piá Foi atrás da casa e lá viu Três cruzes de sua mulher e dos dois filhos
E nelas tinham uma mensagem: Tu foi um bravo homem Que sempre lutou pela querência Agora nós se fomos mas o amor sempre vai ficar
Lendo essa frase O gaudério chorou novamente Mas desta vez,aquele gaudério Bravo e forte! Morto tombou.