Galpão
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Emponchados acorrem aos galpões e o calor que se transmitem explode em lavaredas no fogão.
Há timidez de gestos escondidos no amargo chimarrão que vai e vem e abraços nunca dados, recolhidos, no medo sem razão de querer bem... Corre o mate — verde amargo, essência da solidão e o verde do campo fora funde aos campos do interior.
A távola redonda que conhecem é o raso dos fins de tarde ao redor das chamas claras do fogo a brotar do chão.
As palavras — poucas e contidas, chamas acrescidas ao fogo a crepitar, engarupam-se nos gestos quentes da expressão rudimentar.
Vale mais a confiança adquirida no diário labutar contra os perigos do que palavras, para se entenderem.
Arquipélagos de humanas solidões!
A bomba, agulha de prata, costura seus destinos invisíveis com o fio invisível do amargo e mesmo fim.