Morena
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Num rancho onde abrigo meus dias de frio Permita, morena, que eu veja teus olhos Buscando os meus olhos nas águas do rio
Permita, morena, que eu pegue a guitarra E solte as amarras da minha ilusão E cante num verso meus ternos segredos Vestidos de medo, de amor e paixão
Permita, morena, que eu ceve outro mate Pra dor que me bate nesta solidão Permita, morena, que eu chame te nome Matando a fome do meu coração
Se acaso, morena, teus olhos luzeiros Tiver paradeiro em outro olhar Perdoa, morena, meus olhos tristonhos Perdoa os meus sonhos se contigo eu sonhar
Perdoa, morena, se trouxe comigo Teu lindo sorriso na graça do olhar Perdoa, morena, se tenho saudade Me falta coragem pra te procurar
Não chores, morena, se a noite sinuela Povoar de estrelas teu meigo sonhar E quando enxergares a estrela cadente É meu sonho insistente a te cortejar