Flores de Maçanilha
A mão de pegar na pena, traçar caminhos de tinta, a mão de inventar palavras, do anjo, cortou as asas, da boca, calou o grito…
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Maria Rosa, “Rosinha”, perfume de maçanilha nos ruivos cachos de seda, olhar azul de céu claro e pele alva manchada das ferrugens desenhadas pelas mãos da mãe de Deus.
Rosinha, uma criança, caiu nas garras afiadas de um inventor de palavras que nasceu sem coração... Botas bem enceradas, camisa branca, bombacha, guaiaca cheia de letras e o dom de ganhar prestígio diante da multidão...
Rosinha saiu afoita pelo campo, em disparada. Rosto miúdo, corada, chapéu de palha e sorriso, sol grande a queimar a tarde na sexta-feira minguante de um fim de mês tão minguado. Par de sandálias pobres, pernas finas, dedos magros, estrada de poeira e vento…