Alma em Verso
Poesia

Tempos de Espera

Juarez Távora Pacheco Fialho

Publicado em

Verdades, xucras verdades realidades ou quimeras com consciências já taperas das fagulhas nativistas com tauras de arriadas cristas tropeando tempos de espera.

Vim do Rio Grande de ontem quando a pampa encatinhava mas a querência se amoldava com quietudes de outras eras janeiros, férteis de esperas, quanta espera e madrugadas.

Notícias, sabe Deus quando, com mascates e tropeiros desbravadores primeiros andarengos desses tempos levavam o rumo nos tentos buscando poucos dinheiros.

Saudosos dias distantes das carroças e carretas galpões e chaleiras pretas peleias e valentias... quedo o futuro, utopia, não se escondia em maletas.

Mas vieram os dias atuais prenhes de mercenalismos com uns ralos nacionalismos que magricelos fenecem onde os malevas crescem alheios, aos brados nativos.

Xucra evolução baguala que maneia os sentimentos que no rastro traz lamentos com cantinelas de dor... até olvidou-se de amor que desgarrou-se dos ventos

Lá fresca, é duro o guascaço, pra quem chegou sem preparo pra quem já perdeu até o faro nesse entrevero medonho... hoje é peleia sem sonhos onde ser justo, é mui raro.

Mas creio ainda por certo no amanhã do pampeano na raiz, cerne e tutano, dos herdeiros deste chão pois mesmo quem nasceu peão será pra sempre aragano.

Bem querer e liberdade são os rumos do terrunho que fez a lança em punho e uma coragem sem freio este Rio Grande guerreiro que nos encharca de orgulho.

Vislumbro, um rodeio de guapos, sem cercas, nem divisórias onde vicejam as memórias... sem sufocar o presente onde cada riograndense seja um pedaço da história.

Verdades, eternas verdades de ontem , hoje e agora, parceiros, faremos á hora num pealar de preconceitos reculutando os direitos desgarrados, campo a fora.