Alma em Verso
Poesia

maneia de almas

Loresoni Barbosa

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Debandaram-se os poetas a descobrir novos caminhos, que nos levem ao passado sem nos tirar os sentidos.

Revoltas de um mundo novo já transformado em matéria, nem sequer lembram do povo e os ideais de uma guerra, quando tombavam na terra homens de carne e osso, que acreditavam no sonho de resgatar esse pago que há muito tempo era nosso.

E as mulheres daqueles tempos, . . . quanto devemos a elas ? Pois eram como os mais quebras, empunhando lanças e adagas, travando longas batalhas, peleando com regimentos.

Nos escassos dias de trégua elas voltavam pras casas, e eram mais do que nunca amantes de seus amantes que em noites curtas e raras, se amavam bem mais que antes.

Mas também eram mães que consolavam mães, e pariam os filhos de uma raça hoje extinguida nas praças, ou esquecida nos livros amarelados da nossa história.

Ainda há tempo para reencontrar o campo, pois já abriu-se uma picada, de idéias, ideais e vidas, onde todas as dores são versos e todos espinhos são flores. Lá . . . não há curvas nem montes para ofuscar horizontes, mas há um manancial de verdades para saciar nossas mentes.

mas vivemos distante delas, talvez por vivermos num mundo em que a casa do amor profundo há tempo ficou tapera.

Quanto esconder olhares, quanto guardar emoções, quanto pelear a felicidade, quanto sufocar corações, transbordantes de vaidade mas vazios de inspirações.

Escassas são as chegadas tristes são as partidas, realidades desbotadas nas encruzilhadas perdidas, apenas feridas vivas à sombra da escuridão, disfarçadas de alegria que só preenchem a ilusão. Quem sabe um dia isso mude e as maneias se desatem, desabotoando pra sempre os desejos e ansiedades, libertando o sol e a lua para alambrar liberdades.

Coração charqueado no peito saudade esboçada nos olhos, vontade cada vez mais...mais presente de reencontrar novamente os tentos perdidos da alma, para trançarmos um destino ímpar com flores, versos e noites quentes de lua.

Então tudo recomeça quando lonqueamos o passado, vamos sovando e puxando anseios perdidos outrora, hoje doze braças de aurora esperando para abraçar dois guasqueiros andantes, ele ardente, ela uma vertente, que sob estrelas cadentes se encontram para se amar.

Quisera ter conhecido o mundo daquela gente, que peleava pelo mesmo ideal farrapo, e o que antes fora semente se transformava em palanque, e já se fazia presente na alma pura dos guapos.

Crédito da fonte: Lorensoni Barbosa