Minuano
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Que se passa contigo, Minuano?
Que atropelas o rancho indefeso Espantando o calor que ali dorme Escondido no meio da cinza De um fogo que há muito apagou?
Que se passa contigo, Minuano?
Que pareces querer extinguir Uma raça faminta que sobra, Abrigada na desesperança Dos destroços da era presente?
Que se passa contigo, Minuano?!
Eu bem sei que repontas angústias Deste Pampa que tu hoje choras Sob as folhas do umbu solitário Que no ermo do campo quedou...
Que se passa contigo, Minuano?
Tu não vês que nos ranchos se encolhem Mil piazinhos de corpos franzinos A bombear a panela vazia Na esperança de um dia melhor?
Que se passa contigo, Minuano?
O teu grito por sobre a cumeeira Faz lembrar-me do canto esperança Que apagou nessa estrada sem rumo, Cemitério das desilusões!!