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Quantas recordações tu me trazes a lembrança, das vezes que em tí montado em meus brinquedos de criança na tua cruz galopei!
Até foste minha viola nas noites enluaradas, quando eu cantarolava as toadas e canções que eu aprendia arrinconado
No aconchego dos galpões, recitando de mistura com brigas de cachorrada, quadrinhas de chimarrita e o desfio da peonada.
Foste meu pingo faceiro onde eu firme reboleava um laço feito de piola Nas tardes ensolaradas.
E, se algum touro escapava, da mangueira, campo fora, quanta vez eu o encustelava te cutucando as esporas gritando feito uma gralha e te surrando cruzado, pendendo na disparada meu velho chapéu de palha!
Foi no tempo de pandilha repontado pelo vento para a invernada do fundo da estância do pensamento.
E que hoje envelhecido, na presilha te amarrou com laço feito de tentos das saudades que lonquiou!