Alma em Verso
Poesia

5 . Horizontes Largos

Rodrigo Canani Medeiros

9º Bivaque da Poesia GáuchaPublicado em

Habita meu horizonte uma alma sorridente e um jeito calmo de ser que evoque a sabedoria de um andar desmesurado.

Povoa meu horizonte um céu de estrelas silentes e um vento que sopra manso, com grilos e vagalumes rondando a volta das casas;

Ocupa meu horizonte um alforje de lembranças de me fazer rir por dentro nas noites enluaradas; amanheceres serenos em meio às réstias de sol; água pura de vertente para avivar consciências e ressonâncias de viola despertando o coração.

O meu amanhã distante há de ser iluminado por prendinhas graciosas e inquietudes de meninos com sorriso disfarçado e traços bem conhecidos... Há de ter uns olhos claros de paixão e de mistério e um cheiro doce de fêmea me embriagando os sentidos.

O meu longínquo horizonte há de ter caminhos planos e um caminhar de mãos dadas de imensa cumplicidade; há de ter amigos plenos mesas repletas de vozes, flores de todas as cores, vinho, pão e uma sesta.

O meu oculto amanhã há de tornar surpreendente o entardecer dos caminhos, desvendando outro horizonte de contornos transcendentes nesta jornada sem fim!