Um Causo
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À sombra do meu rancho - hoje tapera Aboletou-se um dia uma prendinha; Eu nunca perguntei-lhe porque viera Nem ela mesmo disse porque vinha.
Se aquerenciou assim, como que à espera Que eu me engraçasse no olhar que tinha, Pois diz que embuçalara muito qüera... De muitos índios já quebrara a espinha.
Mas oigatê chinoca! Anjo do mal, Trazia no olhar - fio de um punhal - A desconfiança amarga de um proscrito...
Foi tanto o desencanto que me trouxe Que um dia desejei que ela se fosse, E desde então, sou um infeliz solito!