3 De Quando a Noite Tem Boca
Ari Pinheiro
A boca da noite tem vozes sussurrando entre os moirões ecoando pelos grotões num discurso abarbarado
II Tertúlia da Poesia - Santa Maria21 poesias
Ari Pinheiro
A boca da noite tem vozes sussurrando entre os moirões ecoando pelos grotões num discurso abarbarado
II Tertúlia da Poesia - Santa MariaAri Pinheiro
Há nesses fundos de campo cenas que evocam mistérios, não sei que estranhos critérios a natureza define,
Ari Pinheiro
Quero que saibas, meu irmão de trago, que nesta noite quase dia compartilhas deste balcão; que esta estampa judiada
Ari Pinheiro
O tempo estava quieto lá fora... O véu sebruno da noite estendera um tapete de luto no pago...
Ari Pinheiro
Parei de criar cavalos na estância do improviso que pra chegar ao paraíso é preciso muito pouco
II Festival Querência Amada - RolanteAri Pinheiro
Cova, rama e folhagem. Raiz, tafona e farinha... Se foi a ilusão que havia No sem fim das invernadas...
Ari Pinheiro
Um vento de abril deixou um rastro de folhas mortas pelo chão... Levou as andorinhas Levou as largas tardes quentes
Ari Pinheiro
O vento de abril deixou um rastro De folhas mortas pelo chão... Levou as andorinhas Levou as largas tardes quentes E até uma pequena réstia,
Ari Pinheiro
Me fiz cantor dos caminhos amante de campos e ventos nesta jornada comprida segui sorvendo relentos
Ari Pinheiro
Hoje eu acordei poeta... E a estrada real me parece Muito menos com a partida. Aliás, a velha trilha dos retirantes
Ari Pinheiro
Ha muito tempo que ando Meio encilhado às avessas Pois as antigas promessas São dividas precatórias
Ari Pinheiro
Quando me vim d’imbora foi a muito custo! Os rastros do pingo cravados na estrada
Ari Pinheiro
Quando um gaúcho canta o campo Num acalanto nina sua própria dor Que indormida sonha acordes de guitarra E pede calma ao coração corcoveador
Ari Pinheiro
Quando um verso corcoveia Na goela de um payador Em mais um canto de flor Para o pago renascer
Ari Pinheiro
Quando eu voltar pra minha terra Os campos estarão mais verdes! E estarão mais verdes Porque na tela da minha retina
Ari Pinheiro
Quando eu voltar pra minha terra Os campos estarão mais verdes E estarão mais verdes Porque na tela da minha retina
Ari Pinheiro
Hai um quê de mistério Nestes ventos de agosto... Chegam de sopetão Encrespando as flexílhas
Ari Pinheiro
Hai um quê de mistério nestes ventos de agosto... Chegam de sopetão encrespando as flexilhas
Ari Pinheiro
Nicássio, nome de batismo -Resquicios de sezalas de quatro gerações atrás...
Ari Pinheiro
Ontem eu sonhei, E minh'alma condoreira alçou vôo Sobre a vastidão dos campos... A brisa mansa com cheiro andino Deixou seculares escarpas,
Ari Pinheiro
Meus olhos de vira mundo “Viramundeiam” amplidões Perscrutam as vastidões Em busca de desafios