Borracho
Glaucus Saraiva
Pobre borracho... ajoelhado no oratório do bolicho! Teu presente é como o lixo que sobrou do teu passado.
18 poesias
Glaucus Saraiva
Pobre borracho... ajoelhado no oratório do bolicho! Teu presente é como o lixo que sobrou do teu passado.
Glaucus Saraiva
Amargo doce que sorvo num beijo em lábios de prata! Tens o perfume da mata molhada pelo sereno.
Glaucus Saraiva
Pobre cordeona que chora nas mãos de tantos poetas! Nas minhas trovas inquietas tua cadência será outra.
Glaucus Saraiva
Pedaço de alma estirado entre o adeus e a saudade... Gaudéria comunidade, parador dos que não param,
Glaucus Saraiva
Nasci num berço de capim rasteiro, pastorejado pelo avô charrua! Abri os ulmões ao sopro do pampeiro que acariciava as minhas carnes nuas...
Glaucus Saraiva
Garrucha de olheiras fundas que traz a morte nos olhos. Recordo, quando desfolho as tuas glórias passadas,
Glaucus Saraiva
Entre uma saudade e outra é assim que vive um gaudério, nesse imenso presbitério, encolunados de serras.
Glaucus Saraiva
Pedaço de sol poente no meu pescoço amarrado! Velho lenço colorado batido pelo minuano,
Glaucus Saraiva
Nasceste de um raio guacho na alquímia do espaço. O tento azul de teu aço veio da lonca do céu.
Glaucus Saraiva
Nos velhos tempos de antanho, quando o campo era sem dono O guasca era um rei no trono verde-escuro das coxilhas...
Glaucus Saraiva
Cantando: Bicho Tutu de trás do murundu, pegou no sapinho comeu com angu.
Glaucus Saraiva
Quando a saudade maleva Guasqueia forte o meu lombo De supetão dou-lhe o tombo E espanto a guecha algariada,
Glaucus Saraiva
Em Ponche verde te espera nesta cívica tapera o Canabarro imortal... Segue, no teu mesmo trajeto,
Glaucus Saraiva
Pala azul de água de sanga lonca de céu na campina, és a mensagem divina de uma amizade que nasce.
Glaucus Saraiva
Meu cavalo "Maragato" Meu cusco "Baio", ternuras, por onde andarão vocês?
Glaucus Saraiva
Planchou-se o sol no horizonte. Serena, reza uma fonte num murmúrio sossegado. Há um misticismo de prece
Glaucus Saraiva
Pano de lei, velho abrigo! Tu foste meu berço amigo No momento em que nasci. Desde então sempre vivi
Glaucus Saraiva
Viola, cuia de pinho pros mates de solidão, curtida nesse galpão esfumaçado de estrelas,