Sou do Passado
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Venho das eras em que as taperas, tristes, atuas, silenciosas, abandonadas, eram moradas senhorais.
Sou dos tempos das sesmarias; das gadarias, sem marca e dono. Sou das potreadas, de eguada xucra, nas invernadas, em abandono.
Sou das ramadas de chão batido, onde luzido, bailava o Guasca. sou das “porfiadas”, das contradanças, nobres usanças tradicionais.
Sou das quadrilhas, das seguidilhas, que as gaitas hoje não tocam mais.