O Ciclo da Espera
Colmar Pereira Duarte
Olhos longe, no verde das coxilhas, a espera pelo filho a cada tarde, como se ele voltasse das guerrilhas e não de seu ofício de campeiro.
37 poesias
Colmar Pereira Duarte
Olhos longe, no verde das coxilhas, a espera pelo filho a cada tarde, como se ele voltasse das guerrilhas e não de seu ofício de campeiro.
Colmar Pereira Duarte
Aprendi a montar com um charrua. Moldou-me o sentimento lusitano e este porte, altivo e soberano foi herança do homem andaluz.
Colmar Pereira Duarte
Cresci no meio dos pastos buscando o sol, por instinto. E foi a ânsia que sinto de desvendar minha sorte,
Colmar Pereira Duarte
O pingo atado ali no parapeito, mascando o freio, farejando a noite,
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-
Colmar Pereira Duarte
Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,
Colmar Pereira Duarte
Como rugas na testa da coxilha, vão-se estendendo as huellas paralelas. Ocultando, entre cardos e flexilha, o que a vida escreveu
Colmar Pereira Duarte
Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;
Colmar Pereira Duarte
Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes
Colmar Pereira Duarte
Um dia, Eu teria talvez uns vinte anos, Tomei coragem e encilhei o pingo Pra campear a sorte em outros pagos.
Colmar Pereira Duarte
São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.
Colmar Pereira Duarte
A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.
Colmar Pereira Duarte
Alheio às conquistas espaciais, longe dos homens que engenham guerras, sabe apenas das coisas que o rodeiam nesse seu mundo,