A Menina e os Pirilampos
José Luiz Flores Moró
O sonho galopava a juventude Por um tapete verde-musgo iluminado Quando a noite anoitecia as suas cortinas Para outra cena de contos e quimeras...
1º Versos e Cantigas da Juventude Gaúcha – Farroupilha33 poesias
José Luiz Flores Moró
O sonho galopava a juventude Por um tapete verde-musgo iluminado Quando a noite anoitecia as suas cortinas Para outra cena de contos e quimeras...
1º Versos e Cantigas da Juventude Gaúcha – FarroupilhaJosé Luiz Flores Moró
No princípio... Foram patas de cavalos Que cortaram trilhas pelos campos virgens Transportando rumos e ombreando origens,
15º Bivaque da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Elas vieram se achegando Uma a uma.. Trazendo os corpos e os planos Empoeirados de lágrimas e estradas
Concurso de Poesias Gauchescas – 32º Rodeio de VacariaJosé Luiz Flores Moró
Mescla de barro e taquara Entaipei as quatro paredes, Cobrindo, devagarito, com feixes de santa-fé. Com leivas de tabatinga
José Luiz Flores Moró
Minha alma também é uma tapera Oculta aos muitos matagais dos anos, Sementando os grãos dos desenganos Que o vento planta no final das tardes,
José Luiz Flores Moró
I Escancarei porteiras da minha alma Pra libertar alguns potros do passado
José Luiz Flores Moró
I É uma noite medonha... Muito fria, A que transponho solito... Cavalgando, Meio sem rumo, em trevas, procurando
13ª Sesmaria da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Havia uma rua... Uma noite de lua... E, inevitavelmente, um borracho... com a alma de uma estrela xirua...
II Tertúlia da Poesia - Santa MariaJosé Luiz Flores Moró
Dei luz à bruxa de pano Nos partos da brincadeira E beijei cabelos de linha Para mimar meu rebento!
José Luiz Flores Moró
Um ar de bruma entre a janela aberta contrastando o sol em primavera que o setembro derruba na manhã... O pai-de-fogo morrendo no galpão
V Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
I Em nome do Pai cheguei ao Filho E aos antigos Seus ensinamentos... Vaguei pelos sagrados testamentos
I Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Eu vi Que tinham me visto E que riam das pilchas que visto Dia desses, na cidade...
José Luiz Flores Moró
Nesses tempos Já não havia tempo para a paz... A boiada foi pastar silêncios no fundo da invernada, O arado perdeu o jeito de brincar com a terra
José Luiz Flores Moró
Desde piazito que eu araganeava pelas lides teatinas das estâncias. Porém, necessitava ter constância e dar de rédeas à curiosidade,
José Luiz Flores Moró
Meu mundo antigo é de lonjuras vastas pra além de mim, a me forjar a estampa! E faz pensar que esse universo todo é só um pedaço que se ergueu do pampa.
I Festival Virtual Albeni do CarmoJosé Luiz Flores Moró
Costurei bruxas de pano nos partos da brincadeira E eu sei, nesses meus conceitos, de que fui mãe verdadeira Da infância de minhas bonecas ...
19ª Sesmaria da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró e Ari Pinheiro
Existem certos momentos Em que a inspiração adormece E o poeta parece Viver um estranho torpor...
20ª Sesmaria da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Nem sei se há em nós a mesma idade... Mas crescemos sorvendo o mesmo mate Que as manhãs derramam, feito orvalho, No corpo-caule da árvore-guri.
José Luiz Flores Moró
No meio de um mate e outro Remonto as sobras de mim Que se perderam a lo largo Quando a vida me quedou
IV Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Quando os primeiros fios de barba me mancharam o rosto E a pompa de ser homem deu-me asas No nômade motriz dos meus sentidos, Parti do rancho ninho dos meus pais
12ª Sesmaria da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Sopra um minuano na pele do chão, Descansa o violão no colo de um banco E o pampa adormece num sono solito Ao lume proscrito de algum pirilampo...
II Esteio da Poesia GaúchaJosé Luiz Flores Moró
Patas e patas de cavalo! Que o trecho é vago pra quem não tem rumo E a hora é longa pra quem não tem pressa!
José Luiz Flores Moró
Ainda a pouco, Nas avenidas da cidade, Um índio velho oferecia, em altos brados, Quinquilharias que a ninguém interessava:
José Luiz Flores Moró
Mas “oigate” mês de março Caborteiro e enchuvalhado ! Chorando léguas de mares Sobre os destinos molhados!