A Doma do ‘Faz-de-Conta’
Luciano Salerno
Um dia, parei meu olhar... Na vastidão da estância, a manhã estava serenada, Vi um cavalo parado, nos olhos um brilho a prevalecer. Entre o verde dos campos e a relva, um tobiano pastava...
23 poesias
Luciano Salerno
Um dia, parei meu olhar... Na vastidão da estância, a manhã estava serenada, Vi um cavalo parado, nos olhos um brilho a prevalecer. Entre o verde dos campos e a relva, um tobiano pastava...
Luciano Salerno
“Gerações vêm e gerações vão, mas a terra permanece para sempre. O sol se levanta e o sol se põe, e depressa volta ao lugar de onde se levanta. O vento sopra para o sul e vira para o norte; Dá voltas e mais voltas, seguindo sempre o seu curso.”*
VII Esteio da Poesia GaúchaLuciano Salerno
Escuto o silêncio, o compasso do dia em movimento e peito adentro desritmado meu singelo mundo. Frente aos olhos vislumbro um relicário matiz, a raiz de um alfarrabista protetor de mensagens.
Matias da Silveira Moura e Luciano Salerno
Antiga é a figura a silenciar projetada na estância. Onde por conta, só um fogo e o mate lhe fazem costado. O semblante que traz é gasto pelas tropeadas do tempo, Com olhos calmos, bombeia pensamentos e passado.
I Festival Querência Amada - RolanteLuciano Salerno e Matias da Silveira Moura
Como um fim de tarde diante do firmamento... Parece que se foram os dias de sol naquela estância. O mate não cantou o ronco em voz de acalanto, O tempo sacando o poncho e velando seu pranto
Luciano Salerno
Desperta a aurora do dia, vejo o sol sobre rio a brilhar, Com as mãos, desenho horizontes e nuvens aquareladas, Pintando mosaicos telúricos, com o amor a transbordar, Guardo doces lembranças, uma pura herança encantada.
Luís Paulo Pizolotto dos Santos e Luciano Salerno
– I – Nós não vimos a chegada – ele habitou entre nós – Em filhos, netos e avós fez sua própria morada. Quarentena decretada, regras de isolamento.
I Festival Unidos pela Tradição (Virtual) - TapejaraFernando Araújo e Luciano Salerno
Entre delírios e fatos, eis o retrato daquele que nada tem. São imagens que busco na memória, pra relatar a triste história
II Florada de Versos (Virtual) - Blumenau - SCLuciano Salerno e Cristiano Ferreira Pereira
Noite fria de agosto... A garoa fina marcando o trote, Sem pausa e lento, do tempo... Contraponteando maus presságios
Luciano Salerno
Na casinha antiga onde eu moro, vivo uma infância cheia de encantos. Brincadeiras mil, risos que explodem pelo ar, No mundo imaginário de sonhos tantos...
Luciano Salerno
Essas estrelas brilhantes da minha infância, Povoam a noite, com seu lençol de esperança. A lua prateada me espiava pela janela, E a brincadeira das Marias era a mais bela.
Luciano Salerno
Sou frente... do rubro crepúsculo no firmamento, Trago por dentro o gen do centauro das coxilhas, Levo pelas trilhas a coragem da gesta guerreira, A fibra da casta campeira onde o orgulho rebrilha.
18ª Sesmaria da Poesia GaúchaLuciano Salerno
Quando o dia floresce silente... A clave de Sol mostra indelével sua tessitura. As retinas inquietas procuram o firmamento E formosa a moldura de um retrato antigo...
Luciano Salerno
O silêncio ecoa na hora calma... O cerne de espinilho reacende Quando atiço seus rubores E um galito infla o peito pra saudar um novo dia...
Luciano Salerno
Luzes maduras pintam vultos no final da tropeada. Vigiando a estrada, o alerta do altaneiro sentinela. O som da barbela tilintando em contracanto ao do badalo. A - Sina Tropeira - como legado aos homens de estampa rude...
Lauro Teodoro e Luciano Salerno
Minha vó fazia pandorgas pra mim brincar na infância. Na vida do interior era bonito Ver pipa voando em voltas
Luciano Salerno
No alto da coxilha de pedra um - Rumo, Querência e a Razão para ficar -. Na ampulheta moura do meu pensar, os recuerdos de uma alma emponchada
I Festival Querência Amada - RolanteLuciano Salerno
- I – No andejar das coplas ao vento Quando o verbo projeta as coisas da vida,
Luciano Salerno
Ecoam silêncios no sinuoso das estradas, O contracanto de uma toada tropeira Faz costado nas campechanas trajetórias, São remembranças de uma gesta antiga.
1º Versos e Cantigas da Juventude Gaúcha – FarroupilhaLuciano Salerno
Por destino ou precisão, Rumores de ventos inverneiros vêm Espantar lonjuras de céu na imensidão! Lembranças deste dia que não irão voltar:
I Sinos do Verso GaúchoLuciano Salerno
No horizonte... O dia floresce criança, A magia da luz a cada novo tempo Traz em seu fulgor íntimas lembranças.
Luciano Salerno
“Era boi... toca, toca... ...Olha a estrada boi...”
Luciano Salerno
A tarde fecha-se toda Por entre a terra e o céu! Um aroma de liberdade Descansa no horizonte.
V Querência da Poesia Xucra