Alma em Verso
Acervo

Poesias de Jayme Caetano Braun

137 poesias

  • A Quem Me Abrir

    Jayme Caetano Braun

    Quem me abrir, que não repare Pelo trabalho grosseiro Pois desde o feitio do apero Trançado com muita ciência

  • A Volta do Payador

    Jayme Caetano Braun

    Está de volta o cantor, só a morte é que não tem volta, trago comigo - de escolta, lembranças do campo em flor;

  • Adaga

    Jayme Caetano Braun

    Adaga do meu Rio Grande, Velho traste farroupilha, Que celebrou na coxilha O mais sangrento ritual,

  • Alma Pampa

    Jayme Caetano Braun

    Quem te batizou milonga, Decerto foi algum monge Que escutou de muito longe O teu murmúrio de sanga

  • Amargo

    Jayme Caetano Braun

    Velha infusão gauchesca De topete levantado O porongo requeimado Que te serve de vazilha

  • Arroz de Carreteiro

    Jayme Caetano Braun

    Nobre cardápio crioulo das primitivas jornadas, Nascido nas carreteadas do Rio Grande abarbarado, Por certo nisso inspirado, o xiru velho campeiro Te batizou de "Carreteiro", meu velho arroz com guisado.

  • Avo Maragato

    Jayme Caetano Braun

    Oficiador veterano No ritual do chimarrão Ali está, junto ao fogão, No silêncio das manhãs

  • Barrancas do Cosmos

    Jayme Caetano Braun

    Da barranca do Oceano, onde me encontro acampado, tomando mate salgado, mais amargo que o pampeano,

  • Boca do Monte

    Jayme Caetano Braun

    Apeio para rezar Neste altar de imensidade, Um templo de liberdade Muito mais do que um altar.

  • Bochincho

    Jayme Caetano Braun

    A um bochincho - certa feita, Fui chegando - de curioso, Que o vicio - é que nem sarnoso, nunca pára - nem se ajeita.

  • Bochincho I

    Jayme Caetano Braun

    Cinocas de todo o porte E guascas do queixo roxo. Corria o bochincho frouxo Naquela noite de Julho

  • Branco ou Colorado

    Jayme Caetano Braun

    São dois emblemas, dois guascas, Um Branco, outro Colorado Relíquias que no passado Voejaram com altivez,

  • Carreteiro

    Jayme Caetano Braun

    Carreteiro, és do meu pago A encarnação da paciência. Crioulo de pura essência Sempre ao passito cruzado,

  • Cemitério de Campanha

    Jayme Caetano Braun

    Cemitério de campanha, Rebanho negro de cruzes, Onde à noite estranhas luzes Fogoneiam tristemente;

  • Charla de Mateador

    Jayme Caetano Braun

    Ah! Mate amargo bendito que tenteio reverente, o passado e o presente passam ente mim, contrito,

  • Chilenas

    Jayme Caetano Braun

    Velha chilena de prata, Arruaceira e caprichosa Que vai tinindo chorosa, Num versejar campesino

  • Chimarrão do Estrivo

    Jayme Caetano Braun

    Mate do estrivo bendito, Amargo que a gente chupa, Já de poncho na garupa Para a tropeada do mundo,

  • Chimarrão dos Sem Destino

    Jayme Caetano Braun

    Meu amigo - meu irmão, de campo - serra e fronteira, alma da terra e tronqueira, da gaúcha tradição,

  • Chimarrao e Poesia

    Jayme Caetano Braun

    O payador missioneiro Sente o calor do braseiro Batendo forte no rosto E vai mastigando o gosto

  • China

    Jayme Caetano Braun

    A maior das gauchadas Que há na Sagrada Escritura, - Falo como criatura, Mas penso que não me engano! -

  • Chuvarada

    Jayme Caetano Braun

    Aí foi o mate, meu patrício, agarre, chupe no mais,

  • Cordeiro Guacho

    Jayme Caetano Braun

    Aquele cordeiro guacho Deitado ali no baldrame Salvei da corvada infame Numa tarde de garoa

  • Cordeona

    Jayme Caetano Braun

    De onde me vem, Cordeona, o formigueiro Que sinto n`alma, ao te escutar floreando? E essa vontade de morrer peleando. Será que um dia eu já não fui gaiteiro???

  • Cordeonita

    Jayme Caetano Braun

    E já se vieram... já se vieram... a la pucha! tropel de patas,