5 - Canto de Ausência - Jurema Chaves
Jurema Chaves
Cansou de chorar ausências Por isso volta ao rio grande. Já emalou seus pertences O pouco que ainda guardara
I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de Vacaria136 poesias
Jurema Chaves
Cansou de chorar ausências Por isso volta ao rio grande. Já emalou seus pertences O pouco que ainda guardara
I Concurso de Poesias Gauchescas – 31º Rodeio de VacariaJurema Chaves
Naquela casinha branca que, hoje, é uma triste ta\pêra vivi tantas primaveras semeando e colhendo flores
Jurema Chaves
Nas asas azuis de um sonho-ilusão Partiste, levando teu mundo e o meu São cicatrizes que o tempo adormece Porém não esquece o tempo feliz
Jurema Chaves
Chegara não sei de onde vinha num potro cansado de tanto buscar distâncias. Pilchas surradas de tempos
II Festival Querência Amada - RolanteJurema Chaves
0 guitarreiro é uma lenda Que voa entre os acordes De seis tentos afinados! Quando a dor aperta o peito
IV Esteio da Poesia GaúchaJurema Chaves
Eu renasci dos escombros Das lutas tribais, em guerra, Para semear na terra Essências embalsamadas
Jurema Chaves
Vi uma linda criança sentadinha na calçada trazia a face molhada no seu pranto silencioso
Jurema Chaves
Do livro Alma de Campo e Céu Minha alma voa silente Pelas campinas do pago
Jurema Chaves
O porquê dos meus silêncios Dessas ausências que trago Só tu conheces o segredo Só tu entendes meus medos
Jurema Chaves
Amanhã, quando a vida se extinguir de mim estarei presente, em tudo que amei nos versos que escrevi, no sonho que sonhei. Serei uma energia a flutuar no espaço
Jurema Chaves
Quando à noite A chorar se finda A esvair-se linda Atrás do horizonte
Jurema Chaves
Minha alma é livre Como um colibri Mas se prende a ti, Minha flor cheirosa,
Jurema Chaves
Eu sinto tanta saudade Da aurora da minha vida, De uma casinha escondida Entre as sombras do quintal.
Jurema Chaves
Meu nome é......... Sou uma prenda mirim Gosto de viver assim, Cultuando a tradição
Jurema Chaves
Sou a beleza do pampa Desabrochando com graça, Orgulho de uma raça Altaneira e varonil,
Jurema Chaves
Cinqüenta anos vividos dia a dia, lado a lado tantos trabalhos passados tantas coisas pra contar
Jurema Chaves
Sou eu que sinto alegria plantando brilhos de estrelas pra depois ficar a vê-las brilhando no meu jardim
Jurema Chaves
Essa bruxinha de pano Que adormece em meus braços É filha da tradição A mais doce criação
Jurema Chaves
Minha bruxinha de pano, onde andarás esta hora? Não sei se te joguei fora ou se te esqueci em algum canto.
Jurema Chaves
Vejo sombras de tristeza No riso rubro da tarde Que desfalece aos pouquitos Nos braços mornos da noite
Jurema Chaves
Ah! Que saudade do céu da minha terra, De molhar os pés nos campos orvalhados, Beijar o entardecer afogueado. Ver o arco-íris se deitar na sanga
Jurema Chaves
Quero sair por aí, parar no meio do nada Buscando novas estradas, antigos rastros perdidos Ter a brisa perfumada a despertar meus sentidos E um sussurro de prece, a acariciar meus ouvidos.
Jurema Chaves
É a terra cantando a embalar o pampa a minha linda estampa de um céu multicores
Jurema Chaves
Minha terra e um poema Que tem de mais puro e belo Meu pampa verde-amarelo Berço da raça caudilha