A Eterna Busca por Ti
Maria Luiza César
Silêncios e calmaria… O encontro, a euforia… Planos, sonhos, ansiedades… Ceifados pela cruel realidade…
23 poesias
Maria Luiza César
Silêncios e calmaria… O encontro, a euforia… Planos, sonhos, ansiedades… Ceifados pela cruel realidade…
Maria Luiza César
Pelo amor e o carinho Que tu despertas em mim Com os meus simples versinhos Eu venho até aqui
Maria Luiza César
As madrugadas silentes Chegam até me dar medo Depois da reza e o amém Não escuto nada além
Maria Luiza César
Desde invernos passados Eu vinha “te namorando” Em segredo dedicando Para ti todos meus versos
Maria Luiza César
Fui ao campo pra rever Minha vidente campeira A flor de um mal-me Minha fiel conselheira
Maria Luiza César
Vim da terra mais gaúcha Onde canta o sabiá Um recanto bem campeiro Pago flor de hospitaleiro
Maria Luiza César
Fio... Oh fio vermelho do tempo! A ti fio meu destino Fio também meu desalento.
Maria Luiza César
Às vezes saio a mirar o campo aberto Nas noites calmas e de verão Me sento junto a algum pé de macega Pra ver a lua alumbrar este rincão
Maria Luiza César
Mesmo que passem os anos Que mudem os nossos planos Eu ainda vou te amar
Maria Luiza César
Eu sou só uma Maria Em meio a tantas Marias Que habitam esta terra Meu nome é graça de santa
Maria Luiza César
No fundo do cemitério Onde o mato está crescido Num olhar quase perdido Leio um “descanse em paz”
Maria Luiza César
Estrelas desceram do firmamento Na hora em que te encontrei A brisa cálida rondava a noite No momento em que te beijei
Maria Luiza César
Sentada frente ao rancho Sorvendo o meu chimarrão Ao analisar a vida Eu abri meu coração
Maria Luiza César
Ah esses teus olhos claros Dois luzeiros fulgurantes Devem ter algum feitiço Pois mesmo estando distante
Maria Luiza César e Chico Sousa
Hoje no findar da tarde Sentei à beira do rio Ouvindo o murmúrio d'água E o ronco de um bugio
Maria Luiza César
Quando vai caindo a tarde Eu olho para o horizonte Vejo o Sol sumindo aos poucos Lá por trás daqueles montes
Maria Luiza César
O que escrevo é parte de mim Nunca escrevi versos em vão Em poesias é que transbordo Todo excesso do meu coração
Maria Luiza César
Quando a eletricidade Acaba no interior Acendem luzes da alma E é em meio a essa calma
Maria Luiza César
Outra vez senti tua falta De repente, num lampejo Por tua sina de andejo A saudade me afronta
Maria Luiza César
Hoje me abanquei no oitão do rancho Junto às lembranças da infância Se fossem outros tempos Bem por essa hora, tu estarias chegando
Maria Luiza César
Buscou-me para as barrancas A enchente do Uruguai Enquanto caía a tarde Sentada naquele cais
Maria Luiza César
Lá na linha do horizonte Surge a tropeira da ponta Em pêlo nas nuvens monta Pra dar início ao reponte
Maria Luiza César
Numa noite de outono À luz terna do luar Eu sentei junto à janela Com papel, caneta e vela